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Exercícios de resistência podem melhorar dor e fadiga na Fibromialgia

Publicado 05/05/2017
Notícias

O estudo Benefits Of Resistance Exercise in Learn Women With Fibromyalgia: Involvement of IGF-1 and Leptin publicado na revista “BMC Musculoskeletal Disorders” demonstrou que exercícios de resistência podem melhorar dor e fadiga em mulheres magras com Fibromialgia (FM). Em mulheres obesas e com excesso de peso, este tipo de exercício pode melhorar a força do braço.

A FM é caracterizada por dor crônica e fadiga, embora os mecanismos exatos subjacentes a esses sintomas permanecem esquivos. A obesidade também é mais comum entre os pacientes com FM (prevalência entre 40 - 70%) e associada a níveis aumentados de dor.

Estudos anteriores demonstraram que os sintomas de FM podem melhorar após o exercício aeróbio, que pode envolver fatores metabólicos como o fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IGF-1, desempenha um papel fundamental na adaptação ao exercício) e leptina.

Para investigar os fatores metabólicos em relação ao exercício de resistência, o estudo incluiu 43 mulheres com FM (idades de 20 a 65 anos) que participaram de um programa de exercício de resistência progressiva supervisionada, duas vezes por semana durante 15 semanas. As amostras de sangue foram colhidas no início e no fim do estudo para analisar os níveis de IGF-1 livre e total, a proteína 3 de ligação a IGF (IGFBP3), a adiponectina (uma proteína que desempenha um papel na resistência à insulina), a leptina (um hormônio que regula a saciedade e o peso corporal) e a resistina (um hormônio que pode estar envolvido na obesidade, na resistência à insulina e no diabetes).

As mulheres magras com FM (18 pacientes) apresentaram níveis significativamente menores de IGF-1, IGFBP3 e leptina em relação aos pacientes com sobrepeso (17) e obesos (8). Além disso, o exercício de resistência melhorou a dor, a fadiga geral e a força de flexão do cotovelo em mulheres magras, enquanto que em pacientes com sobrepeso e obesidade, o exercício de resistência apenas melhorou a flexão do cotovelo.

Estes resultados indicam que a resposta reduzida ao exercício de resistência observada em pacientes com sobrepeso e obesidade em FM em comparação com mulheres magras está associada a diferenças nos níveis de fatores metabólicos.

"A resposta clínica mais clara ao exercício de resistência foi encontrada em pacientes magros com FM", concluíram os pesquisadores. "Nesses indivíduos, o exercício de resistência individualizada foi seguido por mudanças no IGF-1 e leptina, dor reduzida, fadiga e força muscular melhoradas. Em mulheres com sobrepeso e obesidade, os marcadores FM de sinalização metabólica e sintomas clínicos permaneceram inalterados, mas a força foi melhorada no membro superior.  Os autores concluíram que o exercício de resistência combinado com intervenções dietéticas podem beneficiar pacientes com FM e sobrepeso."

Duas limitações do estudo que os investigadores observaram foram o número pequeno dos participantes e o período relativamente curto do estudo. Em particular, eles disseram que o exercício por um período mais longo pode beneficiar pacientes com FM com obesidade.

Fonte: Benefits of resistance exercise in lean women with fibromyalgia: involvement of IGF-1 and leptin. Bjersing JL; Larsson A e cols. BMC Musculoskeletal Disorders. Publicado on-line 14/04/2017. DOI: 10.1186/s12891-017-1477-5. https://bmcmusculoskeletdisord.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12891-017-1477-5 (Acessado 03/04/2017)