A tecnologia é uma importante aliada da ciência médica no diagnóstico e tratamento de doenças crônicas e outras enfermidades. Com o uso de inteligência artificial, o diagnóstico da fibromialgia pode ser 10 vezes mais rápido.

Apsen

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Um dos principais problemas enfrentados pela comunidade médica no que diz respeito à fibromialgia está na dificuldade em se diagnosticar a patologia, de modo que as pessoas com as dores intensas precisam passar, às vezes, por anos de análises e diferentes consultórios até se chegar a uma conclusão. Foi pensando nisso que a pesquisadora Ginevra Liptan, norteamericana e portadora da fibromialgia, realizou um estudo que pretende mostrar a eficácia do uso de inteligência artificial na concepção do diagnóstico.

Segundo a pesquisadora, as pessoas com fibromialgia chegam a consultar 10 médicos até terem confirmado seu diagnóstico. Isso leva, em média entre os entrevistados, sete anos.

Os pesquisadores que trabalharam no estudo sobre inteligência artificial (AI) utilizaram um sistema de machine learning – quando o computador “aprende” padrões do usuário – que comparou as imagens de ressonância magnética do cérebro de 37 pessoas com fibromialgia e 35 sem. O estudo foi feito enquanto as pessoas sentiam uma dor severa porém tolerável e induzida pelo trabalho. O sistema foi capaz de identificar com sucesso 93% dos casos de fibromialgia.

A ideia dos cientistas é que o método seja um aliado clínico do médico, não que o substitua, pois a experiência clínica do médico é extremamente importante e insubstituível.

Consulte sempre seu médico.

Referência:
https://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2018/08/inteligencia-artificial-pode-ajudar-identificar-fibromialgia.html

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