Dores intensas e incapacitantes, sem causas aparentes, fadiga, desânimo, distúrbios no sono, dores de cabeça constantes e até ansiedade e depressão. Estes podem ser sinais de fibromialgia.

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O que é fibromialgia?

Dores intensas e incapacitantes, sem causas aparentes, fadiga, desânimo, distúrbios no sono, dores de cabeça constantes e até ansiedade e depressão. Estes podem ser sinais de fibromialgia. Além disso, 9 em cada 10 pacientes são mulheres.

A fibromialgia é uma dor crônica que atinge vários pontos do corpo e se manifesta principalmente nos tendões e nas articulações. Sua incidência é mais expressiva nas mulheres entre 35 e 50 anos – 90% dos casos se manifestam nesta parcela da sociedade. Não se sabe o motivo exato, uma vez que o problema se manifesta tanto antes, quanto depois da menopausa, excluindo-se assim o fator hormonal. A fibromialgia está diretamente relacionada ao sistema nervoso central e aos mecanismos biológicos de supressão de dor.

As pessoas com a síndrome da fibromialgia sentem dores por longos períodos, além de sofrerem tensões nas articulações, nos músculos, tendões e em tecidos moles do corpo. Apesar de não haver uma definição exata do que causa a fibromialgia, médicos associam a síndrome à genética, uma vez que a incidência da síndrome é comum em famílias com histórico; as infecções por vírus e doenças autoimunes também são possibilidades de causa; e traumas físicos ou psicológicos que podem desencadear a fibromialgia.

O tratamento para quem foi diagnosticado com fibromialgia se dá por meio de medicamentos, exercícios físicos, massagens e acompanhamento psicológico, uma vez que a síndrome pode ter efeitos negativos mental e emocionalmente.

Como é feito o diagnóstico da fibromialgia?

Antigamente o médico precisava examinar 18 partes diferentes do corpo em busca de dores. Hoje, isso não acontece mais. Agora o clínico leva em consideração os seguintes fatores:

· dor difusa em cinco a sete partes do corpo por mais de três meses;
· cansaço crônico;
· problemas de memória e concentração;
· insônia e sono não reparador;
· diarreia ou prisão de ventre frequentes;
· vontade constante de urinar;
· suor em excesso;
· sensibilidade ao frio.

Quais são as possíveis causas?

Ainda não se sabe com exatidão o que causa a fibromialgia. No entanto, há situações que são atribuídas ao desencadeamento da síndrome.

Estresse e traumas

Fatores psicológicos e emocionais, como fim de relacionamento, perdas, demissão, crises em casa, traumas de infância podem servir de gatilho para a fibromialgia ou até para seu agravamento.

Sensibilização central

Quem tem fibromialgia sofre de uma alteração neuroquímica no sistema nervoso central, o que aumenta sua percepção de dor. O que acontece é uma sensibilização, ou seja, há menos substâncias no organismo para inibir a dor e mais para amplificar.

Distúrbios psíquicos

Depressão e ansiedade são bastante comuns entre as pessoas com fibromialgia. Os distúrbios podem tanto desencadear a doença como surgir por consequência dela.

Fibras Nervosas

Estudos indicam que os portadores de fibromialgia têm menor densidade nas fibras nervosas da pele, o que explica como dores constantes surgem mesmo após um leve toque.

Agentes infecciosos

A fibromialgia também pode surgir após infecções bacterianas ou virais. Também é comum que os pacientes fiquem mais sensíveis ao frio, umidade e às oscilações hormonais.

 

Referências:
https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/fibromialgia/
https://www.minhavida.com.br/saude/temas/fibromialgia

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