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Flutuações dos hormônios sexuais regulam a gravidade da dor em mulheres com Fibromialgia

Publicado 07/02/2018
Notícias

Flutuações dos hormônios sexuais regulam a gravidade da dor em mulheres com Fibromialgia

De acordo com um estudo publicado no "The Journal of Pain" a gravidade da dor da Fibromialgia foi associada às flutuações diárias de progesterona e testosterona.

O estudo é intitulado Daily Fluctuations of Progesterone and Testosterone are Associated with Fibromyalgia Pain Severity.

Um estudo anterior mostrou que a incidência de Fibromialgia pediátrica é semelhante em ambos os sexos até o início da puberdade, depois dessa fase a doença começa a ser mais frequente entre as meninas. Essa disparidade suscitou suspeitas de um vínculo entre hormônios sexuais e dor crônica.

Uma equipe de pesquisa da Universidade do Alabama, em Birmingham, realizou uma avaliação diária dos níveis de hormônio sexual por mais de 25 dias consecutivos em oito mulheres diagnosticadas positivamente. Todas as mulheres mantiveram relatos diários de gravidade da dor.

A análise dos níveis de estradiol, progesterona e testosterona revelou que todas as mulheres analisadas apresentaram níveis hormonais consistentes com os ciclos menstruais normais.

As mudanças do dia a dia tanto na dor como nos níveis hormonais revelaram que níveis mais baixos de progesterona e testosterona foram significativamente associados ao aumento da dor.

Análises adicionais revelaram que os participantes tiveram dor mais severa quando a testosterona era baixa, mas o cortisol era alto, sugerindo que a dor pode ser modulada pela interação entre esses dois hormônios.

No geral, os resultados sugerem que "a progesterona e a testosterona desempenham um papel protetor na gravidade da dor na Fibromialgia", escreveram os pesquisadores.

A equipe acredita que os medicamentos que ajudam a regular os níveis hormonais podem ser uma opção potencial para gerenciar a gravidade da dor nessas mulheres.

O mecanismo pelo qual os hormônios sexuais podem regular a sensação de dor não é totalmente compreendido. Várias hipóteses foram levantadas: os hormônios sexuais podem ter impacto na forma como os impulsos sensoriais são transmitidos ao sistema nervoso central, que podem influenciar o estado inflamatório das células nervosas, ou que podem modular a maneira como o cérebro lida com mensagens de dor.

Estudos adicionais são necessários para explicar o papel dos hormônios sexuais na Fibromialgia em homens e mulheres na pós-menopausa. Além disso, ainda é necessária uma melhor compreensão do impacto dos hormônios sexuais em outros sintomas da doença.

Fonte: SCHERTZINGER, M. et al. Daily Fluctuations of Progesterone and Testosterone are Associated with Fibromyalgia Pain Severity. J Pain, Dec 2017. ISSN 1528-8447. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29248511.